Lideranças se reunirão na luta pelos direitos humanos


Foto: Divulgação Em uma celebração pela liberdade e pela vida, pessoas de diversos estados brasileiros se reunirão na praia de Copacabana no dia 19 de junho em um grande encontro, que contará com a presença de lideranças do movimento negro, grupos de direitos humanos, representantes da sociedade civil, governo e entidades religiosas. A partir das 10h da manhã, o grupo Afoxé Filhos de Ghandi se apresentará num trio elétrico na orla da praia, em frente à rua Siqueira Campos. Estão previstas ainda várias outras atrações musicais e convidados especiais. A manifestação tem como objetivo celebrar os direitos humanos e as liberdades individuais garantidas em tratados internacionais ratificados pelos governos da ampla maioria dos países do mundo — mas que ainda hoje são sistematicamente violados. Aproveitando a visita da Prêmio Nobel da Paz Iraniana ao Brasil, Shirin Ebadi (que acontece alguns dias antes da manifestação no Rio de Janeiro ), foi escolhido o caso dos sete líderes bahá’ís que estão presos no Irã desde 2008 como um símbolo para representar todas as formas de injustiças perpetradas contra pessoas inocentes por todo o mundo. “Ser inocente e ter seus direitos mais fundamentais negados é algo que extrapola a questão individual”, diz Mary Aune, representante da Comunidade Bahá’í do Brasil. “É por isso que decidimos nos unir com os vários movimentos pela liberdade e igualdade no Brasil para falar não apenas da perseguição aos bahá’ís, mas de toda e qualquer discriminação que impeça as pessoas de participar da vida comunitária, de agregar valor e de contribuir com as suas ideias e as suas experiências para a melhora do mundo”, explica ela. Para ilustrar a perseguição religiosa sofrida por esses sete indivíduos, serão fincadas nas areias de Copacabana um total de 7.747 máscaras com o rosto desses cinco homens e duas mulheres. O número equivale à soma dos dias que cada um deles está sob privação de liberdade, mantidos em condições insalubres e desumanas e impedidos de contribuir com o progresso da sociedade. Histórico da perseguição Com mais de 300 mil seguidores, a Fé Bahá’í é a maior minoria religiosa no Irã; entretanto, ela não é reconhecida pelo governo iraniano, sendo perseguida desde o seu surgimento, em 1844. Essa perseguição se intensificou após a Revolução Islâmica, em 1979: na década seguinte, centenas de bahá’ís foram mortos, milhares foram presos e outras centenas de milhares sofreram outros tipos de privação com base em sua crença religiosa de unidade da religião, unicidade de Deus e igualdade entre mulheres e homens. Campanha no Facebook A campanha pela liberdade dos bahá’ís presos no Irã conta ainda com uma página no Facebook na qual, além de notícias sobre o processo de mobilização para o evento em Copacabana, há sugestões de atividades que podem ser desenvolvidas de forma espontânea e descentralizada. Os seguidores da página podem, por exemplo, postar seus próprios vídeos caseiros falando sobre a imporância de se garantir os direitos humanos e liberdades individuais a todas as pessoas. Com relação ao caso específico dos bahá’ís, a página sugere a postagem de fotos conceituais e até mesmo o uso de materiais alternativos, como balões de gás hélio para chamar a atenção para o caso. Acesse @Libertem os 7 bahá’ís presos no Irã (http://www.facebook.com/pages/Libertem-os-7-Bah%C3%A1%C3%ADs-Presos-no-Ir%C3%A3/225208697489135) e saiba como participar!

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