[Diário de Cuiabá] Comunidade Bahá’í comemora hoje, em Cuiabá


CIDADES

ANO NOVO

Comunidade Bahá’í comemora hoje, em Cuiabá

Ao contrário da maioria da população, que segue rito de se vestir de branco e tomar champanhe em janeiro, seguidores da fé árabe fazem ritual em março
ALECY ALVES
Da Reportagem

Enquanto a maioria da população se prepara nos últimos dias de cada ano para passar um reveillon farto e em festa, uma comunidade religiosa árabe, que também tem representantes em Cuiabá, experimenta uma realidade diferente e adiam um pouco a comemoração. Hoje, às 20 horas, os seguidores da Fé Bahá’í celebram a chegada do Ano
Novo. Pelo calendário dos bahá’ís (pronuncia barrais), no pôr do sol deste dia completam-se 165 anos D.C. (depois de Cristo) do anúncio da Boa Nova, a declaração do Báb, conhecido por eles como um enviado de Deus para essa época Bahá’u’lláh.

Cerca de 7 milhões de pessoas no mundo, adeptos dessa crença, fazem celebrações simultâneas do ano que começa. Em Cuiabá, o festejo religioso será na sede que seus membros congregam, uma casa simples, sem caracterização, que fica na rua João Carlos Pereira Leite, 470, bairro Araés.

A jornalista Vânia Marcondes, membro da comunidade Bahá’i cuiabana há sete anos e atual representa de mídia no Estado, explicou que nessa religião a data é comemorada com orações, muita música, que pode ter o estilo regional, e também compartilhando alimentos. Álcool ou qualquer tipo de alucinógeno é determinante proibido entre os seguidores.

Pelos princípios da Fé Bahá’i, Deus é um só, revelado de forma progressiva de acordo com o
estágio evolutivo da humanidade. Por isso, os barrais estudam trechos de livros sagrados de outras crenças, como a Bíblia e o alcorão, traçando paralelos nos estudos do fundador Bahá’i, Bahá’u’lláh.

Na preparação para o Ano Novo (na língua árabe se diz Naw Rúz), os barrais jejuam durante 19 dias. Não comem nenhum tipo de alimento e não bem nada, nem água, do nascer ao pôr do sol.

Conforme os escritos bahá’is, o Ano Novo é uma era de luz, paz e unidade entre os povos, enfim, o início da construção de uma nova ordem mundial. Pelos princípios deixados pelo percussor, o homem deve viver em harmonia com religião e ciência, igualdade de direitos e oportunidades entre os gêneros, justiça e economia, eliminando os extremos de riqueza e pobreza e todo tipo de preconceito.

Vânia diz que a celebração é aberta ao público em geral, curiosos, aqueles que buscam algo para o espírito e estudiosos das religiões.

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Matéria publicada na edição 12068 em 20/03/2008 no Jornal Diário de Cuiabá

http://www.diariodecuiaba.com.br

"Bem aventurado quem se associa a todos os homens em espírito de perfeita bondade e amor" Bahá’u’lláh (1817 – 1892)





Diógenes Marcondes

www.diomarcon.spaces.live.com

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